Sala Redenção apresenta mostra virtual 'Nem tudo é Orson Welles'

Cinema

Evento gratuito

07 de agosto de 2020 a 21 de agosto de 2020

Entre os anos 1960 e 1990, um diretor brasileiro buscou retratar a inacabada tentativa de outro diretor, norte-americano, em apresentar ao mundo a complexidade do que é Brasil e do seu povo. A mostra de agosto da Sala Redenção, Nem tudo é Orson Welles, reúne histórias dentro de histórias, que, nesse emaranhado, remonta fragmentos de quem foram Rogério Sganzerla, Orson Welles e Grande Otelo.

A partir do dia 7, estará disponível, no perfil do Facebook da Sala Redenção, os links para acessar a tetralogia de filmes dirigidos por Sganzerla, se estendendo até o dia 21 deste mês – confira clicando aqui. Ainda no dia 13 de agosto acontecerá uma conversa virtual sobre as exibições, no canal do Youtube do Departamento de Difusão Cultural com a equipe da Sala Redenção e um convidado especial.

O fio começa em 1942, quando o cineasta Orson Welles partiu para territórios tropicais com a missão de introduzir o país de dimensões continentais aos outros continentes. Para personificar com esmero a brasilidade (ainda que de forma minúscula se posta ao lado da imensa realidade), o ator Grande Otelo é convocado – para Welles, não haveria escolha melhor. Não contava o diretor de Cidadão Kane, no auge da sua carreira, que seria impossibilitado de cumprir a missão. 

Fascinado por esse feito-não-feito, talvez por identificação pessoal, Rogério Sganzerla percebeu na impossibilidade de Welles sua possibilidade. Distribuiu em quatro produções a história da visita do cineasta ao Brasil, um misto de especulações e fatos. Quem sabe a única certeza que se mantém intacta nas duas tramas – a real e a ficcional – é a excelência de Grande Otelo. Ou melhor, Sebastião Bernardes de Souza Prata. Também é sinônimo de riso, drama, cor, calor e intensidade.

As histórias de Grande Otelo e Orson se misturam tanto na vida, quanto nos documentários encenados de Sganzerla. Deixe-se envolver por essas descontinuidades históricas – dos homens, do cinema e do país. Acompanhe a tetralogia através do link.

SERVIÇO

Nem Tudo é Verdade

(Dir. Rogério Sganzerla | Brasil | 1986 | 88 min)

O filme reconstitui a visita ao Brasil do cineasta americano Orson Welles, para filmar o documentário It’s All True (Tudo é verdade). Movido por idealismo cívico e na trilha da chamada política da boa vizinhança, implantada pelo presidente norte-americano Roosevelt. Aqui, Welles apaixona-se pelas coisas brasileiras.

Assistahttps://www.looke.com.br/filmes/nem-tudo-e-verdade

 

A Linguagem de Orson Welles

(Dir. Rogério Sganzerla | Brasil | 1990 | 15 min)

Filme-conto que sucede o longa “Nem tudo é Verdade” (1986). Segundo da tetralogia sganzerliana sobre o choque de Orson Welles com a realidade tupiniquim, em 1942, quando o cineasta americano filmava o jamais-concluído É tudo verdade. O curta consiste de uma contração temporal do filme precedente e demonstra a vantagem de utilizar uma poética da memória.

Assistahttps://www.looke.com.br/filmes/a-linguagem-de-orson-welles

Tudo é Brasil 

(Dir. Rogério Sganzerla | Brasil | 1997 | 82 min)

Fragmentos de cine-jornais organizados pelo diretor num filme-ensaio, com conteúdo e forma que desafiam a atenção do espectador. Traz cenas inéditas e imagens dos bastidores do filme americano It’s All True, dirigido e rodado no Brasil por Orson Welles na década de 40.

Assistahttps://www.looke.com.br/filmes/tudo-e-brasil

O Signo do Caos

(Dir. Rogério Sganzerla | Brasil | 2003 | 80 min)

Chega na alfândega do Rio de Janeiro uma carga de material cinematográfico. Mas o material só poderá ser liberado depois da análise pelo serviço de censura do governo. O responsável por isso é o dr. Amnésio.

Assistahttps://www.looke.com.br/filmes/o-signo-do-caos

Valores e disponibilidade são responsabilidades dos produtores

Gratuito.

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